A partir do século XV, Portugal demonstrou ter um notável fluxo de imigração. Os Descobrimentos proporcionaram à população promessas de vida melhor, mais fácil e compensadora do que aquela que tinham no país. Assim, destinos como África, ilhas atlânticas, Oriente, Brasil e mais tarde Europa, acolheram um vasto número de portugueses que por aí fizeram as suas vidas. Já no século XX, devido principalmente à 2ª Guerra Mundial, muitos partem para o continente americano e durante o Estado Novo, para os territórios portugueses em África. Contudo, é inegável a quantidade de estrangeiros que nos últimos anos imigram para Portugal. Teremos nós passado de um país de emigrantes para um país de imigração?
Por um lado, não podemos ignorar a quantidade portugueses que se torna emigrante e o grande número de comunidades portuguesas existentes, como por exemplo, a de Nova Orleães. A falta de emprego é o grande factor que leva à emigração no nosso país. Assim, nunca deixamos de ser um país de emigrantes.
Por outro lado, Portugal atrai anualmente muitos mais imigrantes do que os seus emigrantes. Pessoas do Leste europeu, China, Angola, Cabo Verde e Brasil, têm cá garantia de melhores condições de vida. Os países de língua oficial portuguesa, como Angola e Cabo Verde, tendem também a procurar o nosso país por não terem a dificuldade de se adaptar a uma outra língua. Mas a principal razão talvez seja a natureza do povo português, descrito como hospitaleiro e afável, ao contrário de outros povos, alegados hostis à imigração.
Portugal continua a ser um país de emigrantes, mas tornou-se muito mais um país de imigração. Os números de entrada são em larga escala superiores aos de saída, o que poderá demonstrar uma certa evolução no país. Entre os que vêm e os que vão, fica a certeza de Portugal ser um país de migrantes.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário